RISCOS (BIBLIOGRAFIA NO FINAL)
Para facilitar o leitor,
procuramos condensar nessa seção os comentários relativos aos riscos
relacionados à obesidade, bem como os meios para avaliar esses riscos.
Riscos relacionados à obesidadeQuando os riscos estão relacionados às pessoas com peso normal, denominamos risco relativo. Designamos de risco absoluto quando ele é acrescentado às pessoas com obesidade moderada ou extrema.
Segundo Os Institutos Nacionais de Saúde do Estados Unidos (NIH) a obesidade está, claramente, associada com aumento da morbidade e da mortalidade. Há profundas evidências de que a perda de peso, em pessoas com excesso de peso e obesidade, reduz os fatores de risco do diabetes e das doenças cardiovasculares.
Também há evidências de que a perda de peso reduz a pressão sanguínea, reduz os triglicerídios e aumenta o HDL-colesterol; e, geralmente, leva à redução do colesterol sérico total e do LDL-colesterol como, também, do nível da glicose sanguínea.
Na seção "Colesterol e substâncias relacionadas" (ver MENU), descrevemos os distúrbios vasculares, mais freqüentes, relacionados às alterações dos níveis sanguíneos das referidas substâncias, e que reproduziremos a seguir.
A elevação do nível sanguíneo do colesterol, triglicerídio, LDLc e Lp-a ou a redução do nível de HDLc e omega-3, podem acarretar, principalmente, distúrbio cardio-circulatório ou cerebral. Esse distúrbio, é conseqüência de múltiplas lesões na parede das artérias. Essa lesão, denominada ateroma, apesar de comprometer grande parte das artérias em todo o corpo, chama mais a atenção quando atinge as artérias do coração (coronárias) e do cérebro, com as respectivas complicações: angina do peito (podendo chegar ao infarto cardíaco) e acidente vascular cerebral. A lesão vascular (ateroma) decorre da participação do LDLc que transporta o colesterol do sangue para a parede das artérias e, com a colaboração de outras substâncias e de células que infiltram o local, promove a formação de uma placa espessa que diminui ou obstrui a luz do vaso sanguíneo. Pela ação danosa promovida pelo LDLc , ele é conhecido por "mau colesterol". Já o HDLc é conhecido por "bom colesterol" por admitir-se que ele transporta o colesterol para fora da lesão vascular, protegendo, desse modo, a parede da artéria. Um alto nível de Lp-(a) é também um risco para desenvolver aterosclerose prematuramente. É desconhecida a maneira danosa pela qual essa substância atua. De mesmo modo, o aumento do nível sanguíneo de triglicerídio está associado a maior risco de aterosclerose e, muitas vezes, quando ele está elevado, também estão altos os níveis de colesterol e de LDLc e baixo o de HDLc. Desse modo, algumas autoridades atribuem o efeito maléfico, não ao aumento do triglicerídio, mas às alterações do LDLc e do HDLc.
Fatores de risco para doença da artéria coronária (CAD)
(Baseado no guia do National Cholesterol Education Program)
Positivo:
# Homem com idade igual ou superior a 45 anos e mulher igual ou superior a 55 anos.
# História familiar de doença coronariana prematura.
# Fumante.
# HDL colesterol abaixo de 35 mg/dL
# Diabetes.
Negativo:
# HDL colesterol maior ou igual a 60 mg/dL.
Passando os olhos na lista do quadro acima, verificamos que não só o colesterol e várias outras substâncias, são os únicos responsáveis pelo distúrbio vascular citado.
Vemos que fumo, hipertensão, diabetes, idade do paciente e o componente hereditário, também tomam parte no processo.
Passando os olhos na lista do quadro acima, verificamos que não só o colesterol e várias outras substâncias, são os únicos responsáveis pelo distúrbio vascular citado. Vemos que fumo, hipertensão, diabetes, idade do paciente e o componente hereditário, também exercem influência no processo.
Meios para avaliação dos riscos relacionados à obesidade
Na avaliação dos riscos que foram comentados anteriormente, é comum considerar-se as três medidas: exame para identificar os referidos estados de risco, o cálculo do IMC e a medida da circunferência da cintura.
# Exame para identificar os estados de risco
É importante ter em mente que muitos obesos podem apresentar uma ou várias anormalidades que foram referidas anteriormente. Desse modo, é de suma importância que pacientes com excesso de peso, ou obesidade, recebam atendimento médico para identificar ou afastar as anormalidades referidas.
Fica aqui salientado que toda orientação aqui fornecida é dirigida, tão somente, às pessoas que não apresente tais riscos.
# Índice de massa corporal (IMC)
Esse índice, que descreve a relação entre peso e estatura, está, significantemente, correlacionado com o conteúdo total da gordura corporal. O IMC deve ser usado para avaliar o excesso de peso e a obesidade, e para monitorar as alterações do peso; bem como determinar a eficácia do tratamento. O IMC é calculado usando a fórmula: Peso (em kg) dividido pela estatura (em metro) ao quadrado.
Para facilitar, esse índice poderá ser determinado, automaticamente, ao clicar em "Cálculo do índice de massa corporal" no MENU.
Na posse desse índice, poderemos ter os seguintes resultados:
* Peso subnormal - abaixo de 18.5.
* Peso normal - entre 18.5 e 24.9.
* Excesso de peso - entre 25 e 29.9.
* Obesidade I (leve) - entre 30.0 e 34.9.
* Obesidade II (moderada) - entre 35.0 e 39.9.
* Obesidade III (extrema) - igual ou superior a 40.
# Medida da circunferência da cintura
As medidas da circunferência da cintura estão relacionadas ao aumento de risco relativo em muitos adultos com IMC entre 25 e 34.9 (excesso de peso e obesidade discreta).
A medida da cintura não tem o mesmo significado para os pacientes com IMC acima de 35 (obesidade moderada e extrema) porque esses pacientes apresentam, sempre, essa medida acima dos limites referidos.
Queremos ressaltar que o aumento da circunferência da cintura é devido ao aumento da gordura na parede abdominal, porém, ela está relacionada diretamente com a quantidade de gordura intra-abdominal (nas vísceras).
Há aumento de risco para a saúde quando a circunferência da cintura exceder 94 cm no homem e 80 cm na mulher.
Para os pacientes com circunferência da cintura acima desses limites, haverá maior risco de diabetes, alterações dos lipídios no sangue, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
BIBLIOGRAFIAS E LINKS (em inglês)
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THE AMERICAN JOURNAL OF CLINICAL NUTRITION
DR. KOOP - DIETS
DIETARY FIBER
(PIRÂMIDE PARA GUIA DE ALIMENTO) HOW MUCH ARE YOU EATING? [em PDF]
USDA - NUTRIENT DATA LABORATORY
FDA - CENTER FOR FOOD SAFETY AND APPLIED NUTRITION
THE PRATICAL GUIDE: IDENTIFICATION, EVALUETION, AND TREATMENT OF OVERWEIGHT AND OBESITY IN ADULTS [em PDF]
TABELA DE NUTRIENTES DOS ALIMENTOS [em PDF]
(USDA) National Nutrient Database for Standard Reference
INFORMATION ABOUT LOSING WEIGHT AND MAINTAINING A HEALTHY WEIGHT (FDA)
BIBLIOGRAFIA
Franco, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9ª Edição. S. Paulo. Editora Atheneu, 2002.
Costa, E. de A. Manual de Nutrientes. Prevenção das doenças através dos alimentos. Petrópolis. Editora Vozes, 2002.
Feltre, R. Química Orgânica. S. Paulo. Editora Moderna. Vol.3, 2000.

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